A Polícia Civil do Distrito Federal, com o apoio das forças policiais de Santa Catarina e do Rio de Janeiro, deflagrou nesta quinta-feira, dia 20 de junho de 2024, a Operação “Rael”, que culminou na prisão de um dos principais autores de um sofisticado esquema de extorsão utilizando o golpe do “falso sequestro”.
A investigação, iniciada em outubro de 2023, após um idoso do Distrito Federal ser vítima do grupo, revelou uma intrincada rede criminosa com diversos núcleos, liderada por três indivíduos com expertise em informática, que se valiam de seus conhecimentos para ocultar pistas na internet.
Os líderes do grupo eram responsáveis pela aquisição de dados de possíveis vítimas em “painéis” online e pela distribuição dessas informações a comparsas que então entravam em contato com as vítimas, simulando sequestros.
As chamadas telefônicas para as vítimas eram realizadas por presos em regime semi-aberto do Rio de Janeiro, a partir de duas unidades prisionais. Quando alguma vítima era convencida, os líderes coordenavam uma rede de “entregadores” que atuavam em vários estados, incluindo Santa Catarina e o Distrito Federal.

Os “entregadores” recolhiam cartões bancários e itens de valor, realizando saques e transferências enquanto a vítima ainda era mantida sob ameaça. Posteriormente, os objetos de valor e joias eram enviados para uma agência dos Correios em Niterói, onde eram recuperados pelos líderes.
Um dos líderes do grupo já havia sido preso em São Paulo, em 2007, pelo mesmo tipo de crime. Desde então, ele aperfeiçoou o esquema e criou uma empresa de revenda de joias para lavar o dinheiro obtido com as extorsões.

Com mandados de busca e apreensão expedidos pela 1a Vara Criminal de Taguatinga, a operação também cumpriu ordens de sequestro de valores e resultou na prisão de um dos integrantes do grupo em Florianópolis, no Bairro Rio Vermelho.
Ao todo, dez pessoas foram identificadas como participantes do esquema, incluindo os responsáveis pelas ligações, “entregadores” e os líderes, que enfrentarão acusações de extorsão, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com possíveis condenações que podem chegar a 31 anos de prisão.






